Este sítio utiliza cookies

Estes cookies são essenciais quer para melhorar as funcionalidades quer para melhorar a experiência de utilização do sítio ALEA.

        

André Maurois dedicou-se à investigação da obra de alguns ilustres escritores. Proust, Camus ou Lord Byron viram os seus passos, entusiasmo e experiências tornados públicos pela caneta do biógrafo francês. Talvez contagiado pelo génio daqueles que estudava, Maurois estabeleceu uma máxima que procurou seguir todos os dias, algo tão importante como tomar um medicamento ou o pequeno-almoço: "Envelhecer não é mais do que um mau hábito que um Homem ocupado não tem tempo para cultivar."

Krause realça a importância dos idosos continuarem a fazer planos para o futuro: "A simples planificação das actividades diárias e o esforço feito para que os objectivos sejam cumpridos já é bastante positivo." Na sua opinião, o trabalho de voluntariado é ideal para esta faixa etária e uma hipótese de ajudarem os outros.

Morreu aos 82 anos, sobreviveu a duas guerras mundiais e à morte da primeira mulher, e escreveu até ao último dia da sua vida.
Neal Krause, psicólogo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, pensava o mesmo e empenhou-se em prová-lo. A sua equipa entrevistou 884 idosos – com uma idade média de 74 anos – na tentativa de compreender a importância de manter objectivos como meio de evitar a mortalidade precoce.

"Viverão mais tempo se preservarem um papel social que considerem importante", referiu, à Focus, o investigador americano. Considera fundamental existir um sentimento de controlo, a ideia de que se é importante para algo ou alguém.

No decorrer do estudo, que foi realizado em três fases durante sete anos, morreram 249 inquiridos. A maioria encontrava-se só, sem familiares que os apoiassem ou amigos para conversar.

Ver gráficos