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Timor na hora da independencia.

Noticia retirada da revista visão de 16 de maio de 2002

Com uma das piores estatísticas de saúde do planeta, mas grandes reservas de petróleo e de gás natural ao largo das suas costas, Timor-Leste enfrenta agora o desafio de ser o país mais jovem do mundo. De formação recente, em termos geológicos, a ilha é atravessada por uma crista responsável por declives muito acentuados, com inclinações que podem atingir os 80% na cordilheira central. O ponto mais elevado fica no Monte Ramelau, a 2960 metros. Com um clima tropical húmido, mais de 90% da precipitação anual ocorre na época das chuvas, entre Novembro e Maio. Na época seca, de Junho a Outubro, praticamente não chove, condicionando as actividades agrícolas, que ocupam 90% da população activa.

 

O dilema do petróleo

A falta de recursos humanos e naturais poria em causa a viabilidade do Estado de Timor-Leste, a curto prazo, não fosse o poderoso filão que está por explorar ao largo da ilha.

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A falta de recursos humanos e naturais poria em causa a viabilidade do Estado de Timor-Leste, a curto prazo, não fosse o poderoso filão que está por explorar ao largo da ilha. Se forem ultrapassados os diferendos com a Austrália sobre o petróleo e o gás natural, o país terá uma oportunidade irrepetível de sair do buraco estrutural que se encontra. Embora a área de exploração conjunta esteja situada em águas territoriais timorenses, a Austrália reclama uma parte para si e acaba de anunciar que não reconhecerá qualquer decisão do tribunal internacional de justiça a este respeito. Uma decisão que deixou "chocado" Peter Galbraith, o negociador da ONU. O dilema é este: definem-se primeiro as fronteiras marítimas entre os dois países e depois um tratado, o que pode levar anos, ou o inverso? A ONU aconselha que é melhor não perder tempo nem dinheiro e negociar já com Camberra.
Apesar da sua atitude leonina, a Austrália cede 90% das receitas de Timor Gap, mais uma quinta parte de 90% do campo de Greater Sunrise, que se situa, parcialmente, dentro do perímetro. As outras explorações, que estão fora da área conjunta (embora nas águas de Timor), não foram contempladas.

Vale a pena lutar pelo bolo todo ou garantir à partida uma fatia grande? Só o campo de gás natural de Bayu Undan poderá render a Timor-Leste entre 2,5 milhões e 3 mil milhões de dólares, durante os seus 17 anos de exploração. Não é pouco para um país que tem actualmente um orçamento de 76 milhões de dólares e que só consegue gerar pouco mais de metade das receitas de que necessita.

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