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Revista Visão

Notícia da revista Visão
Edição n.º 894 - 22 a 28 de Abril de 2010

A crise financeira que varreu o mundo está a mudar o modelo económico do nosso país. Deixando para trás 561 315 pessoas – o número de inscritos nos centros de emprego no mês de Fevereiro.

   

«Pensar que podemos continuar a produzir produtos de baixo valor acrescentado, com base em mão-de-obra intensiva, é irrealista», avisa a ministra do Trabalho, Helena André, em declarações à Visão. «As empresas não se reajustaram tendo em conta o mercado global, viviam para o mercado interno, com patrões sem formação e com uma visão tacanha da sociedade», analisa o economista Carlos Pereira da Silva, membro do Observatório de Políticas Públicas.

Para onde caminhamos então? Os optimistas apontarão a saída das qualificações profissionais, dando aos portugueses formação adequada aos novos tempos, que se querem cheios de empresas de excelência, grandes exportadoras. Mas não há como ignorar os sinais do pessimismo: a taxa de desemprego tem vindo a estabilizar, mas numa fasquia muito alta, a ultrapassar os 10%, sem perspectivas de baixar. Além disso, as condições de um novo emprego poderão ser piores do que as do anterior. Em Portugal, o número de pessoas a receber o salário mínimo duplicou desde 2006, representando já 8,2% dos trabalhadores por conta de outrem.


Salário mínimo
O número de trabalhadores abrangidos mais do que duplicou em três anos.


Gráfico

Entre os que têm 45 anos ou mais, o desemprego aumentou quase 30%, entre 2008 e 2009. Durante o ano passado, o Governo oferecia às empresas uma redução de 50% da taxa contributiva para a Segurança Social, se contratassem pessoas com mais 55 anos. Contratos a prazo, note-se. Mesmo assim, a taxa de execução da medida ficou-se pelos 11% - apenas 1335 pessoas foram beneficiadas, quando a meta era 12 mil.

A qualificação dos desempregados é uma aposta do Ministério do Trabalho, mas o impacto do programa Qualificação – Emprego tem sido fraco: em 2009, apenas 1700 pessoas o aproveitaram quando a meta era 10 mil.


Quem procura trabalho
Por género, por idades e por qualificação.


Gráfico

Quem procura trabalho
Por região (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira)


Gráfico

Consultar mais informação:

Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social: http://www.gep.mtss.gov.pt/estatistica/index.php
Instituto Nacional de Estatística: http://www.ine.pt/